terça-feira, 15 de julho de 2014

Oitavo capítulo: A explosão.

     As tropas de aproximavam cada vez mais. Em formação, a tropa do fogo esperava pelo inimigo nas fronteiras das montanhas. E com eles, estava o poderoso dragão de fogo, Zutic. No horizonte já se podia ver a tropa do raio aproximar-se, surpresos e nervosos com a falha de um ataque surpresa. Eles trotavam em seus ferozes cavalos com rapidez. Faltavam alguns minutos para a luta. Brenys apertou forte a mão de Horward por uma ultima vez. Em linha de frente havia os cavaleiros do fogo, após os guerreiros e no fim Zutic. Homens com espadas, lanças, escudos, arcos, machados e outras armas. Todos postos para a luta. A cavalaria do fogo começava cavalgar com o sinal de Brenys. O encontro era inevitável, mais ainda o confronto. A batalha do fogo e do raio, o resultado era incerto e despertava dúvidas. Mas causava principalmente o medo e a destruição. O medo dos homens, temedores da morte. A destruição da dança entre o fogo e o raio. O raio causava fogo, que incendiaria todo o campo junto ao fogo puro. A luta era feroz. O sangue escorria pelo corpo dos homens que lutavam. Em campo já estava Brenys, a grande guerreira do fogo. Ela dava conta de muitos homens em luta de uma fez. Era ágil e habilidosa com sua espada como nenhum. Seu chicote complementava a espada que queimava ardentemente. Brenys parecia flamejar em luta. Tinha punho forte e lutava bravamente. Eliminava os homens com rapidez. Mas a grande luta acontecia no centro. Com sua espada raivosa erguida, Marven desceu de seu cavalo. Horward empunhava a espada Shadow, feita exclusivamente a ele. Suas espadas estavam empunhadas e ouvia-se o tilintar das espadas lutando. Marven fez um pequeno corte em Horward. Na ferida um sangue negro escorreu. Brenys arregalou os olhos, mas logo voltou a se concentrar em sua luta. Horward tinha um estilo de luta fascinante. Sua espada dançava em suas mãos. Marven se defendia com dificuldade. 
         Você não vai vencer essa luta, Horward do fogo!
         É o que veremos, Marven do raio!
      Horward empunhou sua espada e cortou a mão direita de Marven. Seu braço sangrava, mas ainda empunhava a espada. Marven se afastou por instantes e uma mulher apareceu em seu lado, estancando e usando ervas em sua mão. A mulher tinha uma bela aparência e longos cabelos loiros escorridos. Vestia-se toda de preto com um cristal roxo num cordão em seu pescoço pálido. Tinha a face séria com olhos marcantes e castanhos. Era a bruxa do coração negro.


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         Eryell?
         Sim, Lyne?
         Acha que realmente Gyles vai buscar as lágrimas de dragão?
         Creio que sim. Mas não poderemos contá-lo pra que elas vão servir. Essas lágrimas fazem aquela flor principal a desabrochar. Por sorte, encontrei algumas escondidas nos potes da reserva. Senão ele teria que fazer duas buscas com o risco dele trazer a flor errada. Teve sorte desta vez, Lyne.
         Verdade. Tive grande sorte    Lyne olhou um envelope em cima de uma mesinha de vidro    O que é esse envelope?
         Ahh, é o relatório do meu espião. Ainda não li o que se trata.
      Eryell pegou o envelope e tirou um papel amarelado de dentro. Possuia uma caligrafia bem escrita de tinta preta. Eryell sentou-se em sua poltrona e Lyne foi até o seu lado, com a visão turva.
         O que diz aí? Não consigo ler..
         Algo muito interessante deve está acontecendo. Aqui diz que Marven saiu com sua tropa em direção a Steel Honor. Deve ter saído há alguns dias. Esse tipo de carta demora um pouco a ser entregue, mesmo sendo trago pelas minhas cobras que particularmente, são bem rápidas. Mesmo assim, deve ser pouco tempo.
         Entendo.. Mas a questão é porque ele saiu com a tropa? Ele raramente sai junto com a tropa para lutas... Deve ser algo bem importante. 
         Sinto que estão escondendo algo muito importante de nós, querida Lyne. E que Freyceol deve saber mas não entrou em contato. Mas eu vou descobrir o que está acontecendo. Acho que está na hora de uma reunião.
      

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      Gyles e Fera tomavam seu rumo após acordarem aquela manhã. Deixaram moedas na cabeceira da mulher e partiram em busca das lágrimas de dragão. Renewal era próximo a LightFire mas, Gyles sabia que não conseguiria nada por lá, mesmo sendo a terra dos dragões. Seria morto na primeira oportunidade. Enquanto caminhavam, se lembrou que Brenys possuía um dragão no Subterrâneo. Seria muito mais fácil de conseguir e muito menos perigoso. Porém ele teria uma longa caminhada. Teria que atravessar LightFire inteira para chegar nas montanhas do Subterrâneo mas, pela sua vida, ele aceitou o desafio. Renewal era uma cidade pequena. Era a menor do reino. Alguns diziam que Wind, cidade de Rewis, era menor por ser localizado em duas ilhas. Uma maior e uma menor. Mas Gyles ainda achava Renewal menor. Não deixava de ser um lugar agradável. A população era mais velha. A cidade era conhecida por ter mais longevidade de vida por suas curas. Gyles já estava próximo da fronteira com LightFire. Fera e Gyles pararam em uma sombra de arvore e comeram a comida que traziam de Renewal. O dia estava pálido. Um tímido sol aparecia entre as nuvens que pareciam que em breve iriam chorar. Começaram a caminhar com pressa, querendo evitar uma chuva na floresta. LightFire também não era uma cidade muito grande, pouco maior que Renewal. Suas florestas eram finas mas cobriam toda a fronteira. Gyles atravessou-a com facilidade e rapidez, chegando a cidade. Pessoas andavam pela praça com um belo chafariz no centro. O comercio era extenso com casas fixas e barracas de madeira. Fera olhava para uma barraca de maçãs, Gyles sorriu e foi até a barraca com ele. Algumas pessoas olhavam estranhamente para Fera. Mas ele mal ligava, ao contrario, exibia-se. Na barraca de maçãs, havia uma mulher se altura mediana, cabelos negros nos ombros e com ela uma menina que parecia ter aproximadamente 14 anos.
          Aqui estão suas maçãs, Sra. Hawklight.
       Gyles tremeu quando ouviu o nome. Ele olhou para a mulher que pegava o saco de maçãs. Ela sorria para o mercador e agradeceu. Quando ela se virou para andar, Gyles a chamou.
          Ei, senhora!
       Ela se virou lentamente e olhou para ele. Ela parecia muito com Brenys.
          Diga, meu jovem.
          Por algum acaso, seu nome é Hawklight?
          Sim, por quê?
          Creio que seja mãe de Brenys, estou certo?
          Você... conhece a... Brenys?
          Sim, senhora.
       Ela parecia surpresa, agachou-se e olhou para a menina que estava com ela.
          Filha, vá chamar sua irmã. Mande ela ir até a nossa casa, tá bem? E você    A mulher olhou para Gyles    Venha comigo.
          A menina saiu correndo em direção a algumas casas, enquanto Gyles seguia a mulher até uma casa. Era uma casa bonita. Havia muitas camélias vermelhas em sua entrada. A mulher fez para que Gyles entrasse e rapidamente fechou a porta. Sentou-se em um sofá e acenou para que Gyles senta-se no outro. A casa era bem decorada, era bonita e simples. A sala tinha paredes vermelhas com móveis de madeira clara. A mulher o encarava.
          Você realmente conhece minha filha?
          Sim, senhora. Eu a conheço. A conheci a pouco tempo na verdade. 
          Como ela está? Onde ela está a minha filha?
          Brenys está bem. E bem... Ela está vivendo no Subterrâneo. 
          O que?! O que minha filha faz lá?
          Ela é comandante da tropa de Horward. E também sua amada. Eles vão casar brevemente.
          Minha filha é noiva de um deus? E comandante? Ela conseguiu chegar a esse ponto? 
          Sim, senhora. Acredite em mim, ela tem grande prestigio e respeito na cidade. É uma heroína! Luta melhor do que qualquer homem! Ela tem os cabelos corais, parecem um mar de fogo.
          Cabelos corais? Então ela é subordinada do fogo... Mas, minha filha vai se casar e eu não sabia disso... Como sinto falta de Brenys. Faz um tempo desde que se foi. Ela é minha filha e eu a amo. Sentimos tanta falta dela... Há tanto para contar à ela. Era virá pra cá?
          Creio que não, senhora... Ela é obrigada a retornar ao Subterrâneo. 
          Horward realmente a ama? Não está a usando?
          Creio que um pouco dos dois. Ao mesmo tempo que ama Brenys, ele a usa como comandante. Ela possui um confortável quarto no castelo. E parece gostar de Horward também. Mas ela também sente falta da senhora. 
       A mulher caiu em lágrimas, suas mãos estavam entre seu rosto. Como uma mãe separada de sua filha. Podia-se sentir a saudade que ela sentia.
  

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       Marven e Horward ainda lutavam. Marven apenas com uma mão, desviava com dificuldade dos ataques. Os homens do fogo lutavam bravamente e com vontade. Brenys queimava em campo, dançando com sua espada em perfeita harmonia. E Zutic incendiava homens inimigos cada vez mais. A luta era intensa. A bruxa observava o dragão. Brenys reparando o olhar da bruxa começou a correr atrás dela. A bruxa fugia em direção ao dragão que lutava distraído. Com uma adaga, ela lançou ao ponto mais fraco de um dragão, seu coração. A adaga estava amaldiçoada. Brenys congelou, seus olhos arregalaram ao ver a cena, mas precisava retormar o controle e correu para salvar Zutic. Mas era tarde demais. O dragão olhou para Brenys e quase sorriu. Silabou a palavra adeus. E em alguns segundos um grande estrondo se ouviu, tudo estava em chamas ao redor. O dragão explodiu e Brenys era a unica próxima. A intensidade da explosão foi tão forte e grande que fez Brenys voar pelos céus para tão longe que nem os olhos podiam ver. Ao ver a cena, Horward parou e caiu em joelhos. Ele gritou o nome de Brenys mas não se pode ouvir com a explosão. Grande parte dos homens do raio estavam queimados e mortos. Em desvantagem, Marven com muito desgosto partiu em retirada, mas raivoso Horward o seguiu em um cavalo. Com um arco roubado de um guerreiro ele atirou uma flecha que acertou o ombro de Marven, fazendo-o quase cair. Ao som das cavalgadas, podia-se apenas ouvir o grito de ódio e dor de Horward que ecoava ao vento das doze cidades. Sua raiva era combustível que incendiava. Sua dor era imensurável. E seu medo maior ainda. Mas tinha grandes esperanças da vida de sua amada que eram poucas comparadas a sua ira. Seus olhos queimavam em fogo e tinha sede de apenas uma coisa: vingança.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sétimo capítulo: O medo.

      Os cavalos cavalgavam rápido. Podia-se ouvir o som de suas galopadas de longe. Suas espadas de ouro reluziam com a luz fraca do Sol. As folhas dançavam nos galhos das grandes árvores junto ao vento. O vento era o cavaleiro que conduzia as folhas como damas no salão num baile. Eles dançariam até o vento acabar. O Sol parecia admirar os homens atrás das escuras nuvens. Marven parecia trovejar enquanto cavalgava. Os homens vinham com suas lanças, escudos, espadas e bandeiras brancas com um raio amarelo junto com uma rosa amarela ao centro. O Sol já se escondia no horizonte quando chegaram na floresta de metal. Mas só acamparam quando a Lua já estava no céu avermelhado. Chegariam no Subterrâneo em aproximadamente um dia e uma noite. Todos estavam tensos mas confiantes de seu poder e força. A noite era calma e serena. O vento soprava forte. Muito dos homens não tinham certeza do seu futuro. Pediam benção a Marven e sua proteção. Descansavam bastante em busca de um desempenho melhor na luta. Alguns falavam sobre estrategias, contavam fraquezas do fogo ou afiavam suas armas. Seria uma luta difícil. A dança do fogo e a cantoria do raio.


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      Os homens voltavam rapidamente de suas missões, muitas incompletas. Reagrupavam-se em grupos, trocavam suas espadas e iam aos postos médicos. A noite era agitada e fria. Brenys gritava por rapidez. Separava-se em mil pra tudo estar perfeito. Já tinha diferentes tipos de estrategias montadas para cada grupo. Horward também organizava a tropa e treinava aqueles que necessitavam. Dava dicas de como lutar ou sobreviver. Mas ensinava principalmente que não devia-se trair. Brenys estava exausta. Deixou o resto das tarefas com Horward e subiu para seus aposentos, afim de descansar um pouco. Ela se banhou e penteou os cabelos em frente ao espelho. Olhava seu rosto pálido e cansado. Tinha olheiras fundas de falta de descanso. Antes de deitar-se, foi a varanda e observou os homens trabalhando sentada na cerca de cimento. A Lua brilhava alto no céu nublado e vermelho. O vento era forte e lhe causava calafrios. Enquanto ela olhava sua tropa, ela ouviu um sussurro.
          A guerra só trás sangue. 
       Brenys assustou-se ao ouvir a voz. Olhou ao redor e não viu ninguém. Olhou para baixo da varanda e não havia ninguém perto. Achava que tinha sido um pensamento alto dela mesma, quando ouviu novamente.
          A guerra só trás sangue. 
          Quem está aqui?    Brenys gritou em seu quarto. Olhava no banheiro, debaixo da cama, na varanda, até no guarda roupa. Sentia-se intrigada e achava que estava ficando louca. Ela deitou em sua cama, mas demorou a pegar no sono. E não ouviu mais a voz. Entre a escuridão do seu sonho, surgia imagens. Ela via seu irmão empunhando uma bela espada que cortava até os ventos. Ele lutava com bravura e coragem. Mas a imagem ficava toda vermelha, como o céu daquela noite. O sangue escorria por sua boca e peito. Sua espada caia junto ao teu corpo forte. Conseguia-se sentir sua dor e ouvir seu gemido. Ele ecoava e o sangue escorria. Seus olhos se tornavam opacos devagar mas, sua boca ensanguentada ainda sorria. Já era madrugada quando Brenys acordou. Olhou pela varanda e os homens já haviam ido descansar. Estava tranquilo e ouvia-se a brisa. Brenys olhou para suas mãos que tremiam e tentou voltar pra cama. Com a tentativa falha de dormir, ela se levantou novamente e foi até a cozinha. Tomou água fresca de um jarro e respirou fundo. Não queria voltar pra cama. As imagens de seu sonho não saiam de sua cabeça. E se juntavam com o nervosismo da guerra. Seu futuro era incerto e ela sabia disso. Subiu as escadas sem rumo, concentrada em seus pensamentos e quando se deu conta, estava no quarto de Horward. Era um grande quarto de mobília preta. As paredes eram cinzas com madeira preta. A cama ficava em cima de um palco baixo. No centro do quarto em cima de um tapete e abaixo de um lustre havia um pedestal e mármore preto. Em cima dele, havia uma pequena esfera vermelha que flutuava em cima de um travesseirinho branco. A porta da varanda estava aberta e as grandes cortinas negras voavam com o vento. Ela encostou a porta e entrou devagar no quarto. Próximo à seu guarda roupa, estava sua armadura negra recém limpa. Brenys passou os dedos pela armadura e se dirigiu a cama, onde Horward dormia tranquilamente. Sua feição era de paz e calmaria. Bem diferente do que costumava ser enquanto estava acordado. Vagarosamente, Brenys entrou nas cobertas e deitou a cabeça em seu ombro forte. Ela sentia seu cheiro forte de rosas vermelhas enquanto respirava em sua nuca. Brenys raramente se entregava a Horward. Era muito rígida consigo mesma e ela não sabia o porquê. Talvez tivesse medo. Sentia-se mais protegida e tranquila agora. E se fosse seu último dia de vida, teria valido a pena. 
           Brenys?    Horward sussurrou, abrindo os intensos e sonolentos olhos verde oliva.
           Shhh.
        Ela se aproximou dele, lhe dando um abraço.
           Que raridade você por aqui    Horward abriu um largo sorriso junto aos olhos sonolentos e a trouxe pra mais perto. Escorregou os dedos pela nuca pálida dela, segurou seus cabelos. Trouxe o rosto dela devagar pra próximo do seu e beijou-a ardentemente. E foram descansar essa noite, um ao lado do outro.


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        Gyles e Fera caminhavam lentamente por Renewal. Havia uma taverna onde homens bebiam e cantavam. Um bardo tocava musicas animadas com um violino. Gyles entrou na taverna e pediu uma grande cerveja. Ele se sentou a uma mesa e Fera ficou deitado em seu lado. Uma bela mulher veio lhe servir.
            Aqui está senhor, sua cerveja.
            Obrigado, senhorita.
            Creio que o senhor não seja daqui, certo?

            Certíssima. 
            É algum mercador?
            Não. Sou um caçador de recompensas. Gyles Kasnier.
            Você é o conhecido Gyles? 
            É, acho que sim.
            Sempre quis conhece-lo, Gyles. Dizem que é um grande cortejador.
            E estão certos. 
            Então prove-me, grande Gyles. Em breve a taverna fechará, me aguarde.
            Com grande prazer, senhorita.
         A moça sorriu e voltou ao balcão. Enquanto Gyles tomava sua cerveja. Por um momento, em seus pensamentos, ele pensou em Hefrix. Como ela estaria. Se ela estava caçando alguém por aí. E se a encontraria de novo. E o fundo, ele queria encontra-lá. Ela havia despertado algo nele. Talcvez um certo interesse. Ele gostava das mulheres selvagens, como as amazonas. Ele terminou sua cerveja, pegou uma moeda de prata e deu a uma mulher. Saiu da taverna e ficou encostado na parede. Encarou a Lua naquele céu tão vermelho que lembrava os cabelos de Hefrix. Ele não era um homem de se apaixonar. Mas algo especial causou isso. A mulher saiu pela porta e sorriu gentilmente para Gyles. Fera andou de volta ao castelo, enquanto Gyles andava com a mulher até um bordel. Ambos entraram em um quarto. Gyles escorregava os dedos pelos ombros nus da mulher que estava de costas e sussurrou em seu ouvido.
             Porque se tornou uma prostituta?
             Porque preciso me sustentar. Sou sozinha.
          Ela olhou para Gyles e começou a desamarrar a camisa dele. Ela escorregava as unhas compridas por seu peito. Ele segurou-a pelo cabelo e a trouxe pra perto. Beijou-a ardentemente. Tirou seu vestido com pressa e apalpou seu corpo. Em seguida, tirou sua roupa. Apertou os seios da bela mulher e a jogou na cama. Em seguida sussurrou para ela.
             Se quer ser paga por isso, terá que ser bem feito.


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          O dia amanhecia e um tímido sol aparecia entre as nuvens. Os corvos voavam e a tropa já se reunia. Em sua bela armadura negra, os homens abriam espaço para Horward passar. Ele segurava seu capacete negro com penas de corvo em cima em um dos seus braços. E na sua mão ele carregava sua espada de prata. Seus cabelos pareciam queimar com o vento. Se posicionou de frente para a tropa. Atrás dele veio ela, a grande guerreira do fogo, Brenys. Estava com sua armadura de bronze e couro. Seus cabelos estavam soltos e voavam junto ao vento. Sua feição era séria. Ela andava com determinação. Ela parecia o fogo em vida. Em sua mão, trazia a espada do fogo que brilhava com sede de luta. A população os aplaudiam com vontade. Brenys se colocou ao lado de Horward, que fez um sinal para o fim dos aplausos.
             Bom dia, minha nação. Amanhã é mais um dia de luta. Estou aqui, diante da minha tropa e de minha comandante, para lembrar-lhes que a luta não é fácil. Sempre aconteceram sacrifícios e desafios. Talvez muitos dos meus homens morrerão amanhã. Mas quero dizer a vocês que não será em vão! Cada sacrifício será valorizado. Cada sacrificio será uma pilastra que manterá nossa nação! Mas nunca se esqueçam que honrados serão os mortos em proteção do fogo. O fogo sempre queimará em vossos corações. E um dia, no dia em que o fogo subir ao poder, seremos os donos de Egron! Não teremos que nos isolar, nem ter que sofrer descriminações. Mostraremos nosso poder e força. Amanhã será um teste que se com sucesso, poderá nos dar o poder ainda mais rápido. Peço suas orações a mim e que confiem em vosso poder. O fogo sempre estará ao nosso lado. ABENÇOADO SEJA O MEU REINADO, O GUERREIRO DO FOGO NEGRO, O FUTURO REI DE EGRON!
              ABENÇOADO SEJA!    Toda a população gritou.
              AVANTEEEEEEEE!    Brenys gritou para a tropa que atravessava o portal correndo. Junto a eles, em linha de frente o fogo estava.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sexto capítulo: A verdade.

     Mais alto impossível. Era lá que estava Gyles, aquele que sempre esteve em terra, estava em céus. Enquanto ele segurava forte no Grifo, Fera estava tranquilo em seu colo. Talvez se pudesse riria dele. O grifo voava alto, quase abraçando o vento. Eram como um. Enquanto Gyles orava para que Rewis, deus do vento, o protegesse. Enquanto o grifo ria.
         Do que está rindo?
         É a primeira vez que vejo um semi-deus orando por proteção!
         Semi-deuses e deuses também sentem medo.
         Sentem medos mais importantes do que altura! Minha mãe não sente medos tão bobos como esse.
         Sua mãe.. grifo?
         Não, idiota! Minha mãe Lyne.
         Vocês a chamam de mãe?!
         Claro! Ela é a mãe de todos nós. Ela cuida de nós como filhos. 
         E qual é o medo dela?
         Ficar sozinha.
         Com tantos filhos, eu duvido muito que ela fique. 

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       Geoffrey tossia e tentava forçar vômito mas nada adiantava. Brenys se aproveitou do momento e começou as perguntas. 
           Porque Marven mandou a tropa pra cá?
           Ele planejou um plano de infiltramento para verificar se a Espada da Jurisdição estava aqui    Geoffrey tentava se calar, mas sua boca mexia sozinha dizendo toda a verdade.
           Droga. Sabia que era um plano de infiltração pela quantidade de homens. O que o Marven quer com a espada se ela é pertencente ao Freyceol?
           Ele pretendia comprar a espada de Freyceol e com ela se tornaria o deus mais poderoso do reino.
           O que ele ganharia com isso, Seageon?
           Ele conseguiria executar seu plano de dominar todo o reino. Seria dono de todo o comercio, de todas as terras. Seria o dono do tempo, do cristal, da cura, do alimento, da música, do metal, de tudo. Todos seriam submissos a ele. Deuses, cidadãos, até os dragões. Tudo vai pertencer a ele.
           Esse cara não deve ser das pessoas mais inteligentes do mundo né? Como se ele fosse conseguir dominar todas as cidades assim! O Freyceol poderia criar uma espada ainda mais forte!    Hilia praticamente gritou na cela.
           Não é tão simples assim, Hilia. Uma espada como essas demora anos para ser feita. Primeiro a espada é planejada e discutida de como será feita. Depois vão em busca dos itens para criá-la. Alguns itens são bastante raros. Alguns praticamente lendários. Depois são feitos testes de compatibilidade. Nem sempre a espada corresponde a qualquer pessoa. Precisaria de mais de uma década para criar uma nova espada mais poderosa que a da Jurisdição, que é um projeto de muito tempo do Freyceol. Diga-me, Seageon, o que ele vai fazer agora?
           Com a nossa falha, ele viria até aqui e recuperaria a espada ele mesmo. E pelo visto, ele já deve ter saído de Spoke Gold. HAWKLIGHT, MALDITA SEJA NOS 12 CANTOS DO REINO. VOCÊ E ESSA BRUXA TERRÍVEL. ESTÃO ME FAZENDO PASSAR PELA DESONRA DA TRAIÇÃO. NÃO TENHO NEM MAIS A DIGNIDADE DE SER VINGADO!
           Cale a boca, Seageon. Vamos embora, Hilia. Mantenham-o vivo.
           VOLTE AQUI SUA MALDITA!
        Geoffrey continuou a gritar em sua cela. Com o tempo os gritos foram substituídos por gemidos de dor de chicotadas. Brenys e Hilia subiam as escadas das masmorras. 
           Qual é o preço, Hilia?
           Eu disse que ficaria mais caro, então..
           Não enrole. Qual é o preço?
           O custo seria de 5 moedas de ouro e 5 moedas de prata. Mas como tem a questão do meu silêncio, vou querer 10 moedas de ouro e 5 de prata.
           Você anda careira, Hilia. 
           Sabe como é. Produtos mágicos para criação de poções são caros. Preciso repor meu estoque. Ainda mais poção da verdade. 
           O que foi? Sua barraquinha em Steel Honor não está dando lucros?
           Steel Honor anda muito exigente em relação a mercadorias. Depois do furto da espada, eles estão sendo muito mais cuidadosos com quem e com o que entra na cidade. O meu lucro está sendo em Lightfire, atualmente. Sem falar nas encomendas. 
           Não vai precisar fazer encomendas tão cedo com 10 moedas de ouro.
           Com 10 moedas de ouro e 5 de prata, Brenys. E realmente, não precisaria. Mas meu trabalho é minha distração.
           Seu trabalho é sua distração?! Pensei que fosse o sexo. Aliás, quantos homens você já apagou a memória só nessa lua?
           O sexo é uma necessidade, Brenys. E não foram tantos assim nessa lua. Na lua passada foi pior. 
        Ambas riram. Estavam na sala de negócios do castelo. Era uma sala pequena. Suas paredes eram cinzas com desenhos em azul marinho e de mobília escura. Brenys pegou um saquinho e jogou para a Hilia.
            Pode contar.
         Hilia abriu o saquinho e começou a contar as moedas. 
    
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         Marven preparava sua tropa par a luta. Colocou sua armadura feita de ouro tão brilhante que parecia o Sol. Seus homens arrumavam os itens para a luta o mais rápido que podiam e Marven cuidava dos assuntos pendentes, dava ordens aos servos e coordenadas ao prefeito. Ele queria ver tudo em ordem até sua volta. Ele era rígido e exigente. Mataria alguém se algo desse errado. O Castelo Gold estava um caos! Era uma grande bagunça. Estavam todos agitados e cheios de tarefas. Fora do castelo, crianças bem vestidas brincavam na rua com cuidado. Não podiam sujar suas roupas, nem machucar suas belas peles. Seus cabelos precisavam estar intactos. Precisavam estar sempre com a melhor aparência possível. As crianças não podiam ser crianças de verdade. Eram semi adultos antes de serem crianças. Era uma cena deprimente. Falavam de seus bens invés de cantar cantigas de roda. Não havia crianças, havia adultos e seus luxos.

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         No Subterrâneo não era diferente. Brenys havia mandado o treinador de corvos mandá-los com uma mensagem em papel amarrada em suas patas para as tropas retornarem o mais rápido possível. Os preparativos começavam, o castelo estava a todo vapor. Até Horward se preparava em sua sala de treino. Brenys se concentrava em deixar tudo planejado. Verificava as armas, planejava emboscadas, criava planos alternativos. Todos trabalhavam com muita força e determinação para a proteção da cidade e da espada.
            Brenys!
            Oi, Hefrix.
            Já está pronta?
            Pronta? Pra que, Hefrix?
            Como pôde esquecer?! Íamos encomendar seu vestido!
            Hefrix, estamos em ameaça de luta e você quer que eu vá ver vestidos? Será que não poderia ter um momento um pouquinho melhor e mais tranquilo para vermos isso?
            Sem desculpas, Brenys! Você me prometeu, lembra? Afinal, você já deu todas as ordens. Agora é só eles executarem o que você mandou!
            Pode ir sem problemas, comandante. Ela está certa.
            Então tá bem...

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         Depois de tão alto, agora Gyles estava de volta a terra. Sentia-se enjoado, como se fosse vomitar a qualquer momento. Ele olhou ao redor e estranhou não estar em CrystalForce.
            Ei, Grifinho, não estamos no lugar errado? Lyne mora em CrystalForce, não é?
            Estamos no lugar certo. Minha mãe está aqui com Eryell. Ah, não me chame assim novamente, nunca mais. Entendido?
            É um apelido tão carinhoso.. Mas tudo bem, Sr. Grifo. Venha, Fera.
         Gyles, Fera e o grifo foram adentrando ao castelo. Era um belo castelo, porém bem alto com grandes torres de vidro. Era iluminado com luzes lilás e tinha três grandes cúpulas. O jardim era belo e possuía vários tipos de plantas, algumas bem esquisitas. Fera observava a todas e as cheirava de curiosidade. No jardim também tinha uma enorme estufa e várias pessoas trabalhavam nela. As crianças cantavam e brincavam de roda pelo grandioso jardim, sujavam-se mas se divertiam. Por um momento, Gyles lembrou de sua infância e sentiu saudade. Ele se lembrava de brincar com o irmão até o anoitecer depois da escola. Eles faziam muitas travessuras juntos. Gyles sentia muita falta daquilo. O castelo Glass era muito iluminado. Toda a decoração era feita de mobília de tons pasteis. Na sala central, havia um grande lustre de vidro brilhante. Até mesmo os corrimões da escada eram de vidro. Da escada descia Lyne, com a ajuda de Eryell.
             Eryell...
             Gyles    Eryell respondeu com doçura    Fera.
             Gyles Kasnier, o caçador de recompensas. 
             Lyne, a mãe dos grifos.
             Essa sou eu, a grande mãe dos grifos.
             Imagino que deve querer um favor muito importante em troca da minha cabeça rolando por essas escadas.
             Tem razão, Gyles. Se não precisasse de você, eu o mataria.
             Eu não quis matar seu grifo. Ele me atacou.
             Porque certamente você o roubou. Mas, não lhe chamei por este motivo Gyles. Preciso que busque algo para mim.
             E quem me garante que não vai me matar depois, Lyne?
             Gyles, eu sou a grande justiceira. Estou fazendo um acordo pela sua vida. Você precisou buscar algo que era meu. E eu preciso que você busque algo para mim. É um jeito de ser justa. Você precisou de mim e agora eu preciso de você. Entende?
             Tudo bem, eu entendo. Então vamos assinar esse acordo. Pra começar, o que você vai querer?
             Essa parte é com a Eryell    Lyne apontou para Eryell com a mão.
             Bem, Gyles. Lyne precisa de um remédio. Só que o principal ingrediente deste remédio tem certa dificuldade para ser coletado. Já ouviu falar em lágrimas de dragão?
             Bem, acho que dragões também choram às vezes..
             Digo das propriedades de uma lágrima de dragão. Você sabia que elas tem poder de cura? Uma única lagrima pode curar uma grande ferida em instantes. Em doenças internas também possui efeito. Porém, um efeito temporário. Algumas duram anos de efeito. Precisamos de uma lágrima de dragão.
              Deixa eu ver se entendi.. Você não vai me matar mas vai me jogar pra morrer? Essa é a sua justiça?! Ainda mais um dragão! Como vou fazer um maldito dragão chorar? Acha que é só contar uma história triste e ele vai me dar sua flanela cheia de lágrimas? 
              Sabemos que não é fácil, caçador... Mas você será muito bem recompensado. Ganhará muitos cristais preciosos, ouro, remédios, até hospedagem quando for necessário. Terá livre acesso em CrystalForce e em Renewal quando quiser. Alias, você sabe quem vive na terra dos dragões..
              Como se ela pudesse me ajudar.
              Quem sabe ela pode? Então, você aceita?
              Tenho escolha? Entre morrer agora e morrer depois, eu prefiro depois. Vamos tratar os detalhes.
           
*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*

              Queremos um vestido como esse! Ficou perfeito nela, não acha? Poderia modificar as mangas, deixá-las rendadas e transparentes. Ficaria maravilhoso! E a cauda podia ser um pouco maior, não acha Brenys?
           Brenys se olhava no espelho e não se reconhecia. O vestido era lindo e caríssimo. Imagine então um personalizado? Brenys sempre foi simples mas sua beleza deixava qualquer vestido deslumbrante. Ela pensava se estaria dando tudo certo com sua tropa nos planejamentos. "Que diabos de comandante deixa sua tropa sozinha durante uma ameaça?"
               BRENYS! EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ!
               Ah, sim, Hefrix. Desculpe, estou com a cabeça longe. Eu gostei muito desse modelo. Mas eu mudaria as flores para vermelho e dispensaria um véu tão comprido. Quero parecer a noiva, não o bolo.
               Sempre tão piadista, Brenys! Acorda né! É seu casamento! Precisa ser tudo muito fabuloso. Afinal, Horward é um deus e rei da cidade. Tem que ser uma grande comemoração, junto da comemoração, precisa-se de um grande vestido!
            Hefrix continuava a tagarelar e Brenys a ignorava. Vestia vestido a vestido, um após o outro. Ela montava um vestido mentalmente, cada um com a parte de um vestido. Quando ela falou com a desenhista sobre suas ideias ficou um belo vestido. Hefrix preferia o que tinha feito, mas também gostou do que Brenys criou. Ambas estavam animadas. Brenys entendeu porque Hefrix a trouxe. Ela só queria distraí-la de tantos compromissos com a tropa. Fez a lembrar das coisas boas ao redor. Mas também não a fez a esquecer que era iria lutar e daria seu melhor para vencer a luta. Ela era a grande guerreira do fogo, aquela que dançava em chamas e incendiava o campo de batalha com sua espada e habilidades. Ela era a grande esperança do fogo. Ela era Brenys. Brenys Hawklight.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quinto capítulo: Sangue.

     Parecia uma chama dançando em meio do campo de batalha. Uma labareda que incendiava todo seu redor. Essa era Brenys, lutando com sua espada e seu chicote. A lâmina de sua espada era afiada e pegava fogo de um jeito inexplicável. A cada homem aliado que se feria, Brenys derrubava três homens inimigos. Sua espada estava vermelha de sangue. Zutic e suas chamas cintilantes espalhavam fogo pelo campo. Logo se tornando quase como um mar de fogo. A emboscada criada por Brenys obteve sucesso. Eles cercaram a tropa de Marven e todos os seus homens derrubaram, exceto Geoffrey. Brenys estava com a espada em seu pescoço e o chicote prendia suas mãos. Ele a olhava com desprezo e com surpresa. Brenys tinha um sorriso maldoso em seu rosto.
         MAIS UMA VITÓRIA!    Brenys gritou empunhando sua espada. Sua tropa gritava junto a ela, empunhando suas espadas também. Os homens de Brenys certificaram que os outros estavam mortos e amarraram os pés de Geoffrey. O estado da tropa de Marven era deplorável. Muitos tinham cortes profundos, outros foram queimados vivos por Zutic e, alguns até sem suas cabeças. A tropa de Brenys recolheu as armas inimigas e começaram a voltar pelo túnel. Brenys agradeceu Zutic e disse que traria sua recompensa mais tarde. Fecharam-se os portões do Portal das Trevas. Brenys trazia Geoffrey arrastado pelo chicote em suas mãos pelo chão. Todos comemoravam, cantavam canções em agradecimento para Horward pela luta bem sucedida e riam. Ao saírem do túnel, a cidade os recebia com aplausos pela luta. Na frente vinha Brenys com a face séria arrastando Geoffrey e atras sua tropa agradecendo os aplausos e trazendo os feridos que foram caminhados a enfermaria. Ela e cinco dos seus homens iam andando em direção as masmorras do castelo. Rapidamente arrumaram uma cela para o "convidado" e a sala de interrogatórios. Brenys soltou o chicote que foi substituída por algemas. O colocaram preso em uma cadeira e Brenys imediatamente começou o interrogatório. 
          Eu sabia que tinha sido você, Hawklight.
          Eu? Eu não fiz nada, Seageon. Nem sei do que se trata.
          Não seja sínica. 
          Não comece de assuntos paralelos. Eu que faço as perguntas aqui. Você foi derrotado e preso por mim. Seu único direito é de responder o que vou lhe perguntar    ele a olhou com repúdio e ela riu como troca    Então vamos começar com o básico... O que vieram fazer aqui, Seageon? 
          Não lhe convém, Hawklight.
          Tudo bem, você quer do modo difícil. Então assim será    Brenys com seu chicote em mãos deu uma chicotada forte no rosto de Geoffrey que soltou um grunhido de dor    O que a tropa de Marven veio fazer aqui?    Geoffrey permaneceu em silencio. Ela lhe dava socos e chicotadas mas, o único som que se ouvia de Geoffrey eram seus gritos e gemidos de dor. Brenys o encarava seriamente. 
          Você repudia o sangue que está em sua espada, Hawklight. Você repudia o meu sangue que está em suas mãos e no seu chicote. Repudia o sangue dos homens que borrifou em sua armadura e em seu rosto.
          Não repudio só seu sangue. Repudio você por inteiro    Brenys cuspiu em Geoffrey    Você não é um comandante de verdade. Você não comanda sua tropa. Você é apenas um boçal de Marven. Se acha esperto e forte mas não passa de um estúpido. Você não me deixa escolha, Seageon. 
          O que irá fazer Hawklight? Matar-me? Seria uma grande honra.
          Você não é digno de morrer.
          Mesmo que você não me mate, Hawklight. Eu serei morto por Marven de qualquer forma. Prefiro morrer fiel e honrado por tuas mãos do que morrer como covarde e fugitivo nas mãos de Marven. 
          Você não é digno de ser morto por mim, guerreira do fogo. Um grotesco como você merece humilhação. 
          Pode dizer quantos insultos quiser, Hawklight. A verdade é que você não superou ainda. Não superou a morte do irmão. 
       Brenys não lhe respondeu, fingindo que não havia ouvido enquanto chamava um de seus homens. Mas na verdade, ela tinha ouvido e odiado o comentário. 
          Comandante Hawklight?
          Leve-o para cela. E mande chamar Hilia e digam para trazer suas poções. Preciso de um favorzinho dela.


*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*


      Caminhando pela floresta de Lightfire, Gyles e Fera estavam. Procuravam uma árvore com sombra para relaxarem e descansarem um pouco. O sol era quente. Os animais bebiam a água da praia entre Lumariand e Lightfire. A água parecia refrescante. Fera brincava na água e Gyles bebia um pouco dela, mas logo retornaram a sua sombra. Ambos cochilaram com a leve brisa que vinha da imensidão do mar. Quando acordou, tomou um enorme susto ao ver um grifo em sua frente. Ficou de olhos arregalados. 
         Pelo visto você finalmente acordou.
         E você fala!
         Por isso sou o grifo mensageiro de Lyne. Eu e meu irmão somos os únicos que podemos falar com vocês. 
         Se veio se vingar podia ter me matado enquanto eu dormia, seria um favor.
         Não vim com essa intenção. Pelo menos não agora.
      Gyles o encarou e soltou uma gargalhada, ele alisava os pelos de Fera.
         Então qual é o motivo de sua visita? 
         Lyne precisa de um serviço seu. Senão ela o mataria.
         Nossa, que maravilhoso. Deve ser algo muito importante pra ela não fazer justiça pelo seu bichinho. 
         É importante sim. Preciso levá-lo até ela. 
         Vai ter que levar a mim e o Fera. Não vamos a lugar nenhum separados.
         Então vamos rápido.
      Gyles levantou com Fera e começaram a andar. O grifo olhou para eles e começou a rir.
         Qual é o problema?
         Vocês realmente vão querer ir a pé? Levaria dias.
         Então o que você sugere para irmos? Voando?
         Exatamente.
         Não gostei disso... 


*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*

      Marven estava impaciente. A sala do trono no castelo tinha as paredes todas cobertas de ouro detalhado com chão de mármore branco bem limpo. O teto era desenhado imitando os vastos céus azuis. Era uma sala comprida. Tinha duas fileiras pilastras de mármore, uma fileira na esquerda e a outra na direita ao logo da sala. No final da sala, no centro, estava localizado um altar com escadas onde permanecia o grandioso trono. O altar tinha um formato arredondado coberto por um tapete dourado. As paredes atras do altar eram cobertas com grandes janelas e cortinas pesadas e amarelas que quase sempre estavam abertas. Seu trono era de ouro com formato de um largo raio e acolchoamento amarelo. Estava sentado em seu trono quando um de seus homens se aproximou.
         Majestade.
         Diga logo. O que tem a me dizer?
         Não tenho as melhores noticias, majestade...
         Então diga logo!
         Mandamos aquele grifo mensageiro que compramos de Lyne para verificar a situação do homens em batalha. O sinal dela foi negativo. Os homens estavam mortos. Alguns queimados, outros decapitados e com grandes ferimentos. A carne fedia pelo forte sol feito hoje. O dragão ainda está no Portal. O grifo não localizou o corpo de Geoffrey. Ele pode ter sido levado de refém, majestade.
      Marven estava furioso. Estava mais ardente do que fogo. Seus olhos demonstravam ira e decepção. Seus punhos estavam cerrados. Com força ele socava o chão que quase quebrava. Seu serviçal afastou-se um pouco com medo de sua ira. Depois de seu acesso de raiva, ele convocou o serviçal.
          Prepare minha tropa pessoal. Vamos ao Subterrâneo.


*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*

      Brenys subia as longas escadas para seu quarto. Subia com pressa, quase correndo. Entrou em seu quarto e trancou-se lá. Olhou para o espelho e viu uma imagem detestável. Seu rosto, suas mãos, sua armadura, tudo sujo de sangue. Botou as mãos em sua bacia com água e lavou seu rosto. Sentia-se nojenta. Quando ela olhou pra baixo, ficou observando a água da bacia que estava vermelha pelo sangue. Ela voltou a pensar nas perguntas de Gyles. Será que era aquilo que ela gostaria de ver sempre? Sangue e água juntos em uma bacia? Ela sentia o seu sangue pulsar mais forte. O sangue lhe trazia fortes lembranças que também eram muito dolorosas. Ela lembrava da primeira vez em que viu seu sangue. Ela havia furado seu dedo no espinho de uma flor branca que ficou respingada de vermelho com seu sangue. Era quente como os dias de verão e pulsava como um pássaro. Mas também se lembrava de quando ganhou tanto repudio por sangue. Fora suas duas irmãs, Brenys tinha um irmão. Ele era jovem e corajoso. Tinha sido o primeiro filho de seus pais. Seu sonho era se tornar comandante da tropa de Lightfire. Lightfire era uma cidade com rei desconhecido, ninguém jamais o tinha visto. Mas com a prosperidade da cidade, não ligávamos em não saber quem era o rei. Diziam que ele era filho de um romance entre dois deuses e que sua esposa era uma bruxa de coração branco. Em uma das luas, Marven queria dominar o reino dos dragões, Volcano, situado em Lightfire. O rei querendo defender seu território, mandou sua tropa e dragões a luta sendo vencedores. Marven ficou furioso com sua derrota e resolveu vingar-se do rei desconhecido que foi amaldiçoado por uma bruxa de coração negro. Contava-se que a maldição o transformara em dragão durante o dia e humano durante a noite. O rei sentindo-se humilhado abandonou o trono e foi viver em Volcano que era um grande vulcão inativo. O irmão de Brenys morreu nessa luta protegendo a cidade nas mãos de Geoffrey. Seus pensamentos foram interrompidos com um toque na porta.
         Srta. Hawklight?    dizia uma serviçal do outro lado da porta. Brenys dirigiu-se a ela e a abriu.
         Diga.
         A Srta. precisa de algo?
         Preciso sim. Encha a banheira de meu quarto, preciso tomar um banho. E depois, preciso que limpe minha armadura. 
      A serva desceu as escadas com a sua armadura em mãos, entregando-a a outro servo para limpá-la. Enquanto ela e outro servo enchiam a banheira. Brenys separava um vestido. Ela tinha alguns vestidos, mas quase sempre usava um de tom turquesa que estava sendo limpo. Então teve que mudar de opção pegando um belo vestido vinho. Era casual mas não deixava de ser incrivelmente belo. 
         Seu vestido é muito bonito, Srta. Hawklight.
      Brenys sorriu docilmente para a serva.
         Obrigada. Eu também acho ela lindo.
         Pena que a Srta. só usa aquele outro turquesa! Tem tantos outros tão lindos. 
         Eu sei    ela deu uma risadinha    Ele é o meu favorito. 
      Brenys fechou as portas de seu quarto e foi tomar seu banho enquanto pensava nas perguntas que a deixavam inquieta e duvidosa. Ela tomou seu banho com rapidez. Penteou os cabelos corais os prendendo em um coque trançado. Mas não colocou o vestido. Preferiu colocar sua outra armadura de bronze e couro. Olhou no espelho e sentiu alivio. Quando saiu de seu quarto, Hilia já a esperava no salão. 
         Hilia.
         Brenys Hawklight... Diga-me a honra de seu convite.
         Preciso de um favor seu. Trouxe as poções?
         Claro que trouxe.
         Então venha comigo.
         Você sabe que tem uma taxa extra por serviços domiciliares, certo?
         Acertaremos tudo, Hilia. Só preciso que faça o que lhe digo.
      Brenys e Hilia iam andando em direção as masmorras. Hilia era uma bela mulher. Sua pele era corada e os cabelos castanhos claros bem lisos. Seus olhos eram desconfiados e misteriosos num tom marrom. Sua altura era mediana. Era magra e tinha seios fartos. Sempre usava roupas de tom escuro. Quase sempre cinza ou azul marinho. Ninguém que não conhecesse sua fama a chamaria de bruxa. Os boatos eram que nem sempre ela tinha sido uma bruxa das trevas. Diziam que ela era filha de uma bruxa boa que morreu muito jovem. Hilia era apaixonada por um homem que não a amava. Iludida pelo paixão que sentia, viu seu amado com outra mulher a qual jurou seu amor e fidelidade, deixando-a raivosa e cheia de inveja. Daquele dia em diante, ela entregou seu coração as trevas e se tornou uma bruxa por interesse, vendendo maldições cuja o antídoto somente ela sabia. Alguns diziam que ela castigou o homem transformando-o num animal. Mas ninguém sabia o certo e ela jamais contava sobre. Elas chegaram nas masmorras e Brenys pegava um molho de chaves.
         Hilia, preciso da sua poção da verdade. Preciso que a aplique em um prisioneiro.
         Ele deve conter informações muito preciosas para pedir minha ajuda, Brenys.
         Exatamente, Hilia. Por isso que também preciso do seu silêncio. 
         Então vai ficar um pouco mais caro..
         Eu disse que acertaríamos tudo, certo? Mas eu preciso da sua palavra de bruxa. Até porque se você não cumprir sua palavra, sabe qual é seu destino, certo?
         É claro que sei, Brenys. Melhor ser amiga do fogo do que sua inimiga. Você tem minha palavra.
      Brenys e Hilia entraram na cela ne Geoffrey. Ele as encarou com um sorrio.
         Me trouxe uma puta para me fazer dizer algo, Hawklight?
         Antes fosse uma puta, Seageon. Está mulher é o pior dos seus pesadelos.
      Hilia gargalhou e começou a mexer em sua bolsa. Tirou um pequeno frasco de líquido branco e o segurava em suas mãos. Brenys segurou a boca de Geoffrey e Hilia pingou 5 gotas que desciam pela gargante dele. Ele se mexia tentando impedir, mas era impossível. 
         Lamento, Seageon. Você não quis me dizer por bem. Agora vai me dizer pelo mal. 
 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Quarto capítulo: A luta.

    A noite estava quente. E Brenys caminhava sozinha, perdida na floresta. As árvores eram altas, não se dava pra ver nada. Caminhava pra todos os cantos, mas nenhum caminho se formava. As vozes gritavam na sua cabeça. O calor a fazia suar. Ela parou de correr por todo o canto. Sentou no chão e mergulhou em lágrimas. Não tinha rumo. Não tinha nada. Em sua frente uma criança apareceu. Ela tinha longos cabelos negros e ondulados como o mar à noite. Ela tinha os olhos verdes e desconfiados escondidos numa franja. Tinha os lábios carnudos e bochechas coradas. Sua pele era branca como neve. Parecia uma menina travessa com um sorrisinho nos lábios. Ela usava um vestidinho amarelo, sujo de lama. Seus pés estavam descalços. Ela encarava Brenys e Brenys a encarava. A menininha começou a correr.
       Espera!    Brenys gritou correndo atras dela. As lágrimas ainda escorriam, mas o sentimento de solidão havia desaparecido. A menina correu até a beira do mar, onde se tinha uma faixa de areia. Ela brincava despreocupada e feliz, jogando pedrinhas no mar    Ei, menina! Já é tarde. Deveria estar em casa!    Brenys gritou novamente para a menina que deu uma risadinha e começou a pular ondas. A lua era cheia e brilhava fortemente no céu sendo refletida na água. Uma mulher furiosa veio até a menina e a puxou pelo braço. Ela gritava com a menina que estava vermelha de tanto chorar. A mulher começou a levar a menina pela floresta e Brenys corria tentando a seguir e pedindo para esperá-la. Mas a mulher não a ouvia. Brenys tropeçou em uma raiz, caindo de cara no chão.
    Brenys acordou ofegante. Estava pálida e suando. Sua cama estava molhada de suor. Ela estava nervosa e tremendo    Foi só um sonho    Ela repetia pra si mesma. Ela encarava o lustre de cristal no teto. Enquanto seu ar voltava. Ela se levantou e foi até a janela. E a lua que estava no céu, era a mesma do seu sonho. Ela havia sonhado com sua infância. Quando ela era pequena, costumava ir a fronteira de Lightfire com Lumariand, a cidade submersa e território das sereias. Era proibida a pesca da sua cidade em Lumariand. Fazendo se alimentarem de caça e plantações. Se quisessem peixes, precisavam comprar de Lumariand. Eram os melhores peixes de Egron mas os melhores eram mais caros. Não era um lugar perigoso, mas qualquer lugar pra uma criança a noite e sozinha se torna perigoso. Sua mãe estava desesperada atras de Brenys naquele dia. Ela havia perdido a noção do tempo enquanto brincava na floresta e acabou se perdendo. Tinha ido tão fundo da floresta que a atravessou. Mas na sua lembrança, diferente do sonho, ela se sentava na praia chorando e pensando que nunca mais ia voltar pra casa. Mas no final sua mãe a achava. Seu pai também a procurava com alguns amigos da vila. Mas porque sonharia com aquele dia tão distante esquecido no passado? Ela procurava as respostas enquanto encarava a Lua, em busca de algum sinal.


*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*

     Lyne aceitou o pedido de Eryell e resolveu passar a noite em Renewal. O castelo era tranquilo e o clima fresco. A maior parte dos criados já dormiam e as duas ainda estavam lá, jogando papo fora até tarde. 
        Como está minha irmã, Lyne?
        Você não sabe?
        Não nos falamos há algum tempo... Nem sei se ainda somos irmãs.
        Claro que são. E ainda por cima gêmeas! Vocês duas são muito parecidas mas muito orgulhosas. Não se falam por uma grande bobeira. 
        Grande bobeira?! Você acha que não ajudar a irmã quando precisou uma grande bobeira?! Renewal passou por momentos difíceis... Somos uma cidade pequena. Aquela praga foi difícil de superar. Ela matava as plantas e não conseguíamos fazer uma cura por não ter-las. Meu povo quase passou fome. E por isso temos uma grande divida com Greeneast. Prunda foi solidaria e fez um acordo conosco. Ela nos doou comida mas tivemos que lhe dar remédios de graça por três anos. Em Greeneast tem grande consumo de remédio para plantas. Foi um grande buraco na economia da cidade. Passamos os três anos sem comprar peixes de Lumariand. Já que o pouco que temos de mar pertence a Frost. Também não tínhamos animais nas florestas para caçar. Nos alimentamos com plantações nesses três anos. Mas conseguimos superar. Você acha justo?
         Não acho justo. Mas podiam entrar em acordo para fazer a justiça. Ou simplesmente a ignorar quando ela precisar.
         Mas se eu fizer isso e o povo dela precisar? Quantas pessoas podem morrer com isso? Não sou como ela. Sou superior. Ela pode ser a deusa escolhida para manter a ordem com Marven, mas não os torna superior de todos nós.
         Isso é verdade. Falando em todos vocês, já faz um tempo que não convocam uma reunião, não acha?  
         Sim. Mas tenho uma sensação que em breve teremos uma.

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      O dia já havia amanhecido. Quando Horward desceu para sentar-se a mesa do café, Brenys já estava lá. Ela tinha olheiras e uma face perturbada.
         O que foi, querida?
         Não dormi bem. Só isso, Horward.
         Parece perturbada.
         Impressão sua    Brenys deu um leve sorriso. Logo após desceram Gyles, Fera e Hefrix, juntando-se a mesa. O dia parecia tranquilo. De longe podia-se ouvir pássaros cantando. Todos conversavam, exceto Brenys que passou a maior parte do café calada. Um serviçal veio até ela e lhe cochichou por algum tempo.
         Gyles.
         Sim, Brenys?
         Por sua segurança, você não irá sair pelo Portal das Trevas.
         Mas, eu não vou sair por lá porquê?! E por onde vou sair então?
         Uma tropa de Spoke Gold está vindo em direção ao Portal. Estão vindo atras de mim e da espada    Brenys se levantou e chamou um serviçal, pedindo para que convocasse sua tropa    E alias, Gyles, aqui é o Subterrâneo. Temos muito mais que uma saída. 
      Brenys começou a caminhar para as escadas e Hefrix gritou.
         Ei, Brenys!    Brenys olhou pra trás    Volte logo. Temos que ver seu vestido de noiva.
      Brenys e Hefrix sorriram uma para outra. Aquilo era mais que um compromisso. Era uma promessa.
       
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      Uma tropa de uns 30 homens se aproximava, entre eles seu comandante, Geoffrey Seageon. Um homem rude, frio e calculista. Era um subordinado da eletricidade, era um subordinado de Marven. Ele sobrevivera muitas batalhas, quase todas vitoriosas. Marven tinha grande confiança nele. Sua família fazia parte da grande elite burguesa de Spoke Gold. A tropa estava na metade de Steel Honor, em aproximadamente um dia eles chegariam ao Portal. Geoffrey era rígido. As horas de descanso foram reduzidas para chegarem mais rápido.
         Comandante?
         Diga.
         Não acha que deveríamos descansar mais um pouco? Os homens estão cansados. Não vão conseguir enfrentá-los destra forma. Sem falar do dragão..
      Geoffrey arregalou os olhos e segurou o homem pelo pescoço.
         A VERDADE É QUE TODOS VOCÊS ESTÃO MORRENDO DE MEDO! VOCÊ TODOS SÃO UNS GRANDES COVARDES. DEVIAM HONRAR A ARMADURA QUE VESTEM. SOMOS A TROPA DE MARVEN, GRANDE DEUS DA ELETRICIDADE! PAREM DE CHORAR FEITO CRIANÇAS E SEJAM HOMENS.
      Geoffrey jogou o homem no chão e gritou que o tempo de descanso havia acabado. Aquela tropa tremia e tinha o olhar baixo de medo. Se o comandante piscasse, talvez todos fugiriam. Mas não podiam. Tinham um dever a fazer. Com medo ou sem medo. Morrer nas mãos de um dragão seria melhor do que morrer nas mãos de Marven.

*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*--*

          Comandante, Hawklight?
          Sim.
          Estamos todos aqui.
          Ótimo. Então vamos começar    Brenys estava com sua armadura prata com ombreiras em forma de leão. Por cima de uma calça de prata, havia uma saia vermelha com uma abertura na frente. Era uma bela armadura e que combinava muito bem com Brenys. Seu chicote estava amarrado em sua cintura junto com sua besta e sua espada em suas costas. Ela e sua tropa estavam reunidos em uma sala com uma grande mesa preta. Brenys se sentou na unica cadeira da ponta e a tropa nas laterais. 
          Vou lhes informar a situação. A espada da jurisdição é muito importante para Horward. Precisamos protegê-la a qualquer custo. Nossos espiões de Steel Honor disseram que uma tropa de Marven está vindo para o Portal. Eles estão me procurando e pretendem recuperar a espada. Dessa vez não sai ser brincadeira. Mas lembrem-se, temos Zutic. Acho que a estrategia deles é mandar um numero pequeno de homens para ser mais fácil a infiltração. Creio que Marven acredita que o Subterrâneo está com poucos reforços, já que grande parte da tropa está dividida em outras missões pelo reino. Mas temos o dobro, temos aqui 60 homens. Então, farei a divisão. Todos de acordo?
        Os homens da tropa concordaram com ela e novamente fizeram silêncio esperando suas ordens. Era era uma grande líder e todos depositavam sua fé e força em Brenys.
            Preciso de cinco arqueiros no telhado do castelo e dez guerreiros aqui dentro para a proteção do castelo. Preciso de mais quinze para vigiar os arredores do castelo. E os trinta que sobraram vão me acompanhar. Entre esses trinta tenho uma estrategia. Na linha de frente serão cinco arqueiros e com eles cinco escudeiros para proteção deles. Na linha secundaria dez guerreiros vão comigo pelo Portal. 
         Brenys mostrava a estrategia a seus homens em frente a um grande mapa do Subterrâneo. 
            E os outros dez homens, comandante Hawklight?
            Boa pergunta. Os outros dez homens vão por uma passagem alternativa que também sai nas montanhas próximo ao Portal. Foi uma passagem criada com essa finalidade de estrategia    Brenys apontava a passagem no mapa e explicava cada detalhe cuidadosamente    Lembrem-se que a traição custa caro e não é admitida. Todos aqui devem saber e entender seus propósitos senão nada disso terá sentido. Algumas mortes podem em nossa tropa ser inevitáveis mas vamos fazer tudo para serem menores possíveis. E que as grandes mortes sejam da tropa inimiga. E tentem capturar pelo menos um homem vivo. Precisamos de informações. Estão todos cientes e sem dúvidas?
            Sim comandante!    A tropa gritou em coro.
            Então vamos a luta!    Brenys gritou levantando sua espada. Todos os homens fizeram o mesmo movimento e gritaram junto. O dia seria longo e cansativo mas valeria a pena. 

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         Enquanto os homens se organizavam e preparavam tudo para amanhã, Brenys foi até Gyles e Fera que terminavam se arrumarem e se despidirem de Horward e Hefrix para partir.
            Me avisem sobre a festa de noivado, faço questão de vir, Horward.
            Será comunicado, Gyles. Eu mesmo arrumarei uma forma disso.
         Brenys entrou na sala, observando o grupo que conversava.
            Gyles?
            Sim, Srta. Hawklight. Ou Brenys? Como devo chamá-la? Eu sinceramente prefiro Brenys. 
            Deixe pra se decidir depois. Você tem que ir agora. 
         Brenys, Gyles e Fera saíram do castelo e começaram a andar para Noroeste. 
            Brenys, é por aqui que vive Hilia, certo?
            Sim mas ela não é ofensiva. Ultimamente não tem feito grandes besteiras, então a deixamos continuar por aqui.
            Entendi...
            A saída dessa passagem vai dar em frente ao Templo Moonlight próxima a área de LightFire, então não terá problemas já que eles virão por Steel Honor. 
         Eles chegaram a passagem e trocaram um aperto de mãos.
            Obrigada, Brenys    Brenys sorriu para ele.
            Pelo visto já se decidiu como vai me chamar.
            Sim, me decidi. E você, Brenys, já se decidiu?
            Sobre o que?
            Se realmente esse é o lugar onde você deve estar    Brenys ficou sem palavras. Abriu a boca mas o som não saia. Gyles deu uma gargalhada e sorriu para ela.
            Fique tranquila! Ainda vai ter tempo pra se decidir. E pra te ajudar, vou deixar duas perguntas no ar pra você    Gyles a encarou    Você acha realmente que a vingança é o que motiva você a estar aqui? E você encontra felicidade com o que faz aqui? Encontre as respostas de você.

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         O resto do dia no castelo foi agitado, todos estavam exaustos e descansaram a noite. O dia já nascia e a tropa de Marven estava chegando. Brenys e sua tropa estavam assumindo seus postos. Brenys estava no Portal interior, esperando o sinal de Zutic. Todos estavam ansiosos e nervosos. Brenys mantinha sua postura e respirava fundo. Sua tropa trazia leões albinos, animais que ajudavam em lutas e proteção do Subterrâneo. Todos contavam os segundos quando se ouviram os passos correndo em velocidade. Zutic soltou um alto e forte rugidos e a tropa se colocou em posição. Brenys colocou seu capacete e em suas mãos estava sua espada. Ela a levantou e gritou.
            AVANTE!    Os homens abriram o grande portal e começaram a correr até o outro portal. Do túnel podia-se ouvir os gritos dos homens queimando com o fogo de Zutic e o som das espadas tilintando. Foi quando as grandes portas do Portal das Trevas se abriram, as flechas os inimigos atingiram e os guerreiros em frente seguiram. Da grande escuridão do túnel saiu a faísca, que com a luz se tornou fogo. E lá estava o fogo, queimando a todos que tentassem a atacar. A grande espada do fogo só obedecia aqueles que que o fogo correspondia. E aquele fogo tinha nome e forma. E eles o chamavam de Brenys Hawklight, a guerreira do fogo.
 
Silver Sword Legend Of Zelda